Quero minha rosa. Quero mesmo, não nego os meus desejos. Quero tanto que tenho medo. Quero minha sala impregnada do seu cheiro, tua suavidade em meu travesseiro. Quero na varanda, a visão do teu lugar, do teu jardim, que também será meu lar. Quero o sol a nos cintilar, e as chuvas a nos embeber, mas não quero nunca te ver morrer. Vou controlar minhas doses e não extravasar. Te quero, quero tua vida. Quero regar tuas raízes e acompanhar teu desenvolver, também quero crescer junto a ti. Minha rosa, graciosa rosa, não me importa teus espinhos, a tua beleza cala as feridas. Vem ser minha, ô amada rosa…
Thaís Bitencourt
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