sábado, 30 de junho de 2012

Quero minha rosa. Quero mesmo, não nego os meus desejos. Quero tanto que tenho medo. Quero minha sala impregnada do seu cheiro, tua suavidade em meu travesseiro. Quero na varanda, a visão do teu lugar, do teu jardim, que também será meu lar. Quero o sol a nos cintilar, e as chuvas a nos embeber, mas não quero nunca te ver morrer. Vou controlar minhas doses e não extravasar. Te quero, quero tua vida. Quero regar tuas raízes e acompanhar teu desenvolver, também quero crescer junto a ti. Minha rosa, graciosa rosa, não me importa teus espinhos, a tua beleza cala as feridas. Vem ser minha, ô amada rosa…

Thaís Bitencourt

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