Suas fases mobilizam emoções. E quando nova, no vigor da juventude, ama na plenitude da inocência. Em seu balanço, acredita estar perto de tocar o céu. Mas esse é seu pedaço jovem, está em constante amadurecimento, e quando crescente é tomada por indecisões. Quer se descobrir, pensa ser metade, então sai em busca do seu complemento. Mas quando minguante, a desesperança aquieta a alma. A busca cessa. Pequena, fechada, monossilábica, está à míngua. Ao seu redor, vê o amor escasso. Porém, numa mudança de ventos, de ciclos, muda o semblante, volta falante, a brilhar. Reflete luz, reflete amor, tanto que até poderia ser estrela. Mulher de lua, olhar de luar…
Thaís Bitencourt, lunando