terça-feira, 24 de julho de 2012

sorrio, mas pra você… Sou Mar!
vá pra deixar saudade,
mas logo pode voltar
que esse desejo, meu peito invade
e é em você que quero apostar
quão bom é o paraíso do teu olhar
e a minha fuga dentre os teus braços
quão bom é ouvir teu sussurrar
e o estralar do nosso abraço
pode me apertar, eu deixo
pode me calar, emudeço
pode me inquietar, eu sorrio
pode me namorar, eu sou mar
— Thaís Bitencourt

terça-feira, 17 de julho de 2012

Desejos incoercíveis tomam minha mente e dominam as direções dos meus olhares que, sem querer, transparecem sentimentos, ora espinhentos, ora floridos.

Thaís Bitencourt

Depois da tempestade vem a bonança?

Ontem durante a noite o céu resolveu escorrer, e as nuvens desensopar. Acordei com o som das últimas gotas que escorregavam do telhado e molhavam o chão…
E hoje pela manhã: O sol sorriu e disse, Bom dia! :)


sexta-feira, 6 de julho de 2012

E as lembranças vão chegar. Espero senti-las de forma leve, com um toque de amor e com cheiro de canela em noites de inverno. Mesmo aquelas escuras, quero me lembrar de como as superei. Espero lembrar daqueles que estavam entre os meus braços no momento do abraço, dos que me olharam e percebendo minha angústia me acolheram. Quero lembrar das tantas chuvas e suas fortes emoções e dos dias de sol, do seu brilho. Eu não espero esquece-las pois transformaram meu “futuro futuro” e um dia, quem sabe, poderei sentar numa cadeira antiga, com um xale em tons cinzas e contar aos meus netos, sentados aos meus pés, as minhas aventuras porventura.

Thaís Bitencourt

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Acordei, em um dia comum. O sol no mais alto do céu azul que ainda se escondia entre nuvens, assim como todos os dias, mas havia sensações diferentes. Na casa, sozinha, eu me sentia com alguém, era a apatia. Não começou ali, já tinha um tempo que ela me acompanhava. Não falo da frieza, mas uma inércia dos meus sentimentos me impedia de expressa-los, talvez nem os tivesse mais dentro de mim. E não há remédio para apatia, estaria eu me integrando ao grupo dos insensíveis humanos? Ou meus humildes sentimentos estariam apenas anestesiados? Traria-me ela um novo ângulo de mundo cheio de sapiência ou fecharia meus olhos e me traria estupidez e indiferença?

Thaís Bitencourt 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vê?

Vê?
Este vento que nos sopra sem dó
Crê?
Que ele é só criação humana que surgiu do pó?
Sente?
A diferença entre  o que te chama pra mim e o que você puxa?
Mente
E tenta achar beleza em flor murcha
Conta
Que vive infelicidades
Afronta
A vida deixando escapar tantas possibilidades
Vai
Buscar o que pensa ser a sua felicidade
Cai
E descobre a dor da incapacidade
Canto
E busco fazer você me enxergar
Entretanto
Minha melodia apenas te atravessa sem marcas deixar
Falei
Nossos pedaços podem se encaixar
Calei
Quanto vi outros braços a te guiar
Fim
Pôs seu ponto na poesia que seria a mais floral
Enfim
A escolha sempre esteve em nossas mãos, mortal…
                           
Thaís Bitencourt

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A tirania das paixões

Amarga ilusão,
Enquanto sucumbia
Amarga ilusão,
Pensava que você me conduzia
Falsa realidade
De que em pé você me mantinha
Que fragilidade
Minha
Na verdade
Só eu sabia dançar
Sem suavidade
Eu queria te arrastar
Aqui na minha vida
Cheia de melodia
E oscilante batida
Manda, das paixões, a tirania
Hoje, os olhos limpos de apego
Vejo
Sua vida largada, sem aconchego
Não vivenciar, desejo
Você não é nada
Nada que eu enxergava
Cobri-te com a fachada
Do  amor que almejava
E pensar que me deixei enganar
Por essa fantasia
E me cansei de tentar dançar
essa sinfonia
Ô, mente indomável
Não me pregue mais peças
 Evite ilusões com o inviável
Por  favor, farsantes e suas máscaras, impeça

Thaís Bitencourt

domingo, 1 de julho de 2012

E quando ela acordou sabia… Sabia que seria mais um dia repleto de monotonia. Canções dos seus momentos de inquietude soavam nas suas visões do que havia acontecido. Em seu quarto, tudo fechado, ela permanecia jogada na cama em uma espécie de transe. Não queria levantar, voltar à realidade, pois teria que enfrentar tudo como se nada tivesse acontecido. Sem dar sinal de vida se levantou, parou e pensou: lembranças me prendem aqui, mas coisas que ainda não provei me esperam lá. Então seguiu.

Thaís Bitencourt

Coração Vulcânico

terremotos no peito, entre as placas de saudade, despertam o medo de quem mora ao lado, desse coração vulcânico. Dona desse peito, vive no Anel de Fogo, querendo amar sem se machucar. Vive em alerta para não se enganar, mas não tem jeito erra sempre ao amar. E nos períodos de entrega ao amor, chega a amedrontar quem mora ao lado desse coração vulcânico. Coração ativo, quente e fervoroso, rodeado de devaneios, marcas, vidas. Foge dos fracos e frios, que aguam seus sentimentos. Enfurecido, pensa em desistir e em meio a cinzas se extinguir. Mas na união de Vênus e Vulcano o fogo do amor prova a impossibilidade de um coração vulcânico viver assim, apagado, sem calor. E mesmo na dor, ele ainda busca seu amor, matéria em fusão, de origem vulcânica. Busca o fogo da paixão.

Texto de Thaís Bitencourt, inspirada na ilustração de Reger Ribeiro