domingo, 24 de fevereiro de 2013

Continua aqui, que essa fresta de luz solar agora passa pelos teus olhos, teus olhos que mais parecem prismas, que colore os meus dias. Espera até o próximo amanhecer…

Thaís Bitencourt

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Classificados do jornal


Procuro por um Zé, que faça cafuné, viva de afetos e convites secretos. Que façamos besteira, só por brincadeira. Um Zé que lave louça, que me ouça e que me retorça de amor. Que faça o corpo florescer e vá me aquecer, até amanhecer. Procuro arrepio na nuca e um Zé que me aguente até caduca! Proponho uma passagem, pra “viajar em mim”, quem sabe… Procuro um sim para uma dança, na noite que é uma levada criança. 
Mando convite e amor no envelope, quem sabe o Zé tope?
Deixe rastros, que eu sigo seus passos.

Zé? Tratar com Thaís Bitencourt

O engano sobre o silêncio ser mudo


Novamente o arrepio na espinha. Praça sem vida, casa vazia.  Então, um telefonema, porém a saciedade só viria de uma companhia naquela noite solitária.  Decidiram se devorar, digo, se encontrar, conversar. Por que a loucura e a sanidade são muito tênues. O primeiro beijo sucedeu o encontro, o segundo venceu o desejo, veio o terceiro e logo estavam no quarto, ultrapassando qualquer limite, até o do colchão. Ah, o que diriam as maçanetas? E se falassem os lençóis? Talvez fossem até mais silenciosos.  As palavras ironizam o que o corpo protagoniza. E tudo na vida anda ao lado do triz.

Thaís Bitencourt