terça-feira, 15 de abril de 2014

Amar: longa extensão de falta salgada.
Humano: Vasta extensão de faltas do amar que cobre o corpo. 

Thaís Bitencourt

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Naquele denso e quente espaço, um big bang de sentidos, onde o corpo parece se expandir. A energia remanescente deste encontro bastaria por vidas, mas não é só necessidade natural, e sim um caso de força maior, atração entre os corpos de acordo ao peso dos sentimentos, gravitação corporal. Devido a gravidade do acontecimento, foram desintegrados e agora só com milhares de pequenas colisões de seus fragmentos voltarão a ser inteiros, apenas um. A impossibilidade de alcançar tal integridade de milênios, os fazem apreciar os tantos, curtos, súbitos, encontros.

domingo, 13 de abril de 2014

eu:
galeria de passados,
aglomerado de energia,
átomo do universo,
frágil matéria finita,
inconsciente ilimitado,
interlinear,
interestelar,
eu.

(além das tantas “vírgulas”)

—Thaís Bitencourt

Pedaço de cor


ilustração de Natalie Andrewson

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sábado, 12 de abril de 2014

Velejar, velejei
breve te encontrarei
velejar mais? velejarei!
ver-te já irei. 

Thaís Bitencourt, sobre o amor da alma

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entregar-se de corpo e calma. Entregar-se? só de fervor à causa. Nem me rendo, nem me dôo.

Thaís Bitencourt

quinta-feira, 10 de abril de 2014

boiando o corpo,
buscando almar
um horizonte de paz.

Thaís Bitencourt, sobre o amor da alma.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Permita-me ironizar a vida, evaporar sentimentos, depois me compunha de amor, uma noite e um café da manhã juntos é o suficiente. Mas por esta noite me deixa ser exagerada, rasgar o pudor, por favor, sem deveres, dignidades, afazeres ou cordialidades. Assim, serás meu.

Thaís Bitencourt