terça-feira, 29 de novembro de 2011

E as lembranças vão chegar. Espero senti-las de forma leve, com um toque de amor e com cheiro de canela em noites de inverno. Mesmo aquelas escuras, quero me lembrar de como as superei. Espero lembrar daqueles que estavam entre os meus braços no momento do abraço, dos que me olharam e percebendo minha angústia me acolheram. Quero lembrar das tantas chuvas e suas fortes emoções e dos dias de sol, do seu brilho. Eu não espero esquece-las pois transformaram meu “futuro futuro” e um dia, quem sabe, poderei sentar numa cadeira antiga, com um xale em tons cinzas e contar aos meus netos, sentados aos meus pés, as minhas aventuras porventura.

Thaís Bitencourt

E as lembranças vão chegar. Espero senti-las de forma leve, com um toque de amor e com cheiro de canela em noites de inverno. Mesmo aquelas escuras, quero me lembrar de como as superei. Espero lembrar daqueles que estavam entre os meus braços no momento do abraço, dos que me olharam e percebendo minha angústia me acolheram. Quero lembrar das tantas chuvas e suas fortes emoções e dos dias de sol, do seu brilho. Eu não espero esquece-las pois transformaram meu “futuro futuro” e um dia, quem sabe, poderei sentar numa cadeira antiga, com um xale em tons cinzas e contar aos meus netos, sentados aos meus pés, as minhas aventuras porventura.
Thaís Bitencourt

sábado, 26 de novembro de 2011

Completo

Gotas de leite no café, pingos de chuva repousando no mar, o vento soprando as marés o mesmo ar que me faz respirar. A terra no seu eixo girando, o sol fazendo germinar, eu, nas nuvens, suspirando, encantada com seu olhar. Diga-me moço misterioso, o que lhe atrai neste mundo? Uma moça de caráter portentoso ou alguma menina com silêncio profundo? Atrás do silêncio íntimo, há uma alma pura, o amor que parece ínfimo, pra vida toda dura. Já por trás do estupendo caráter, pode se esconder uma vida fria, um desmanchável alcácer e dias sem sinfonia. Por isso aprendam, as coisas que trasbordam por fora podem não passar de uma mera emenda. Já aquilo que parece exacerbadamente discreto, no fundo é o mais concreto, completo.
                                                Thaís Bitencourt

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Baby

É baby, o que você pensou quando me olhou fixamente? Pensou que eu iria me jogar aos seus pés? Eu me segurei, pois a cada segundo que elevei meus delírios a sua face quase enlouqueci. Você me faz levantar do sofá e bailar ao som de um R&B de Jazmine e não querer parar. Sim, eu gosto do jeito como pode me guiar, mas não é bem assim. Outro pode apertar o play, soltar Dangerously In Love e me convidar a viver perigosamente de um jeito muito mais apaixonado e talvez eu aceite. Talvez eu também perca o seu brilho e todos os sonhos de um dia run and smash into you, mas ouça bem: escolha a trilha certa para nós e Tonight I dance for you 

 Thaís Bitencourt É baby, o que você pensou quando me olhou fixamente? Pensou que eu iria me jogar aos seus pés? Eu me segurei, pois a cada segundo que elevei meus delírios a sua face quase enlouqueci. Você me faz levantar do sofá e bailar ao som de um R&B de Jazmine e não querer parar. Sim, eu gosto do jeito como pode me guiar, mas não é bem assim. Outro pode apertar o play, soltar Dangerously In Love e me convidar a viver perigosamente de um jeito muito mais apaixonado e talvez eu aceite. Talvez eu também perca o seu brilho e todos os sonhos de um dia run and smash into you, mas ouça bem: escolha a trilha certa para nós e Tonight I dance for you ♫
Por: Thaís Bitencourt 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nós


Quando acordar, abrir os olhos, sentir que o dia nasceu novamente e que o sol se dispõe a te iluminar lembra mais uma vez da chance que está recebendo de mudar o amanhã. Cruzar os braços agora? Pra que? se temos mais um dia pra ir em busca do que desejamos? Apesar do mundo se encher de corações frios, ainda temos chance de encontrar o calor, pois o sol nasce pra todos, mas você só não pode desistir porque ai ninguém poderá fazer mais nada por ti. Ainda há esperança para o mundo, apesar dos apesares eu ainda acredito em você, acredito em mim e no poder do “nós”.

Thaís Bitencourt

sábado, 12 de novembro de 2011

Deixe viver, deixa levar


Se deixe levar pelo que vai, mas pode voltar. Pelo que ama e talvez não queira amar, o que vê e não pode evitar. Pelo que não para de brilhar, pelo mar, pelos sons do ar, pela vontade de gritar? Abraçar? Se deixe levar… Sem voltar e sem parar, deixe continuar. Se deixe sonhar, mudar, acreditar, confiar! Pois pode se encaixar cada coisa no seu lugar. Pensar, criar não pare de inovar! Caminhar, se deixe levar, mas não se esqueça de ao chegar, descansar. Ai, se deixe viver, se deixe levar.

Thaís Bitencourt

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Simpatizo


… Gosto do preto do rock, do brilho da luz, do vento na cara, do jeito desleixado que o mundo tem. Das críticas dos engenheiros aos poemas de Vinícius, das cores da vida as suas ausências.  Dos olhos mais negros aos sons de all my loving, do pop atual ao pop que ainda há de vir, da chuva que lava a alma ao sol com toda sua imponência, da suavidade dos eufemismos ao exagero das hipérboles, da união das esferas de plasma a solidão da lua. Da idealização de estar feliz e até da mesmice de todos os dias.  Enfim, eu gosto de tudo e um pouco do nada, só sei que eu gosto, intensamente…

 Carla Moreira e Thaís Bitencourt