E se eu pudesse me adiantar para ver o que ei de perder, nesta viagem descobriria o fim dos meus anseios, os resultados dos incentivos aos sonhos alheios que iriam um dia ser alcançados. E se eu pudesse me adiantar para ver o mundo nascer com um novo olhar, onde os vícios cicatrizados dariam lugar as sutilezas do ar. E se pudesse me adiantar, pois agora posso olhar para trás e ver o sépia amadeirado das folhas, porém e as suas cinzas, para onde o vento as levou? e o destino que essa combustão mudou, num ato desesperado de amor?
Uma vida inteira é o bastante para, ao som da espumas das ondas, imaginar a consequências de seus baques nas paredes rochosas que as encaram, mas o dano disso tudo, “a vida é curta para ver”.
E se eu pudesse me adiantar, na verdade não haveria sentido, e onde caberia o viço de viver dentre os tantos abalos costumeiros?
Thaís Bitencourt
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