quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O engano sobre o silêncio ser mudo


Novamente o arrepio na espinha. Praça sem vida, casa vazia.  Então, um telefonema, porém a saciedade só viria de uma companhia naquela noite solitária.  Decidiram se devorar, digo, se encontrar, conversar. Por que a loucura e a sanidade são muito tênues. O primeiro beijo sucedeu o encontro, o segundo venceu o desejo, veio o terceiro e logo estavam no quarto, ultrapassando qualquer limite, até o do colchão. Ah, o que diriam as maçanetas? E se falassem os lençóis? Talvez fossem até mais silenciosos.  As palavras ironizam o que o corpo protagoniza. E tudo na vida anda ao lado do triz.

Thaís Bitencourt

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