terça-feira, 29 de janeiro de 2013

As mãos dadas? Solte-as para abrir um sorriso.


Após abrir o íntimo, suspirei. E uma ventania varreu aquele peito aberto. Sabemos que algumas histórias nós é que alimentamos. Elas ganham vidas e garras. E naquele vento libertário, elas cravaram as lembranças. A cada passo livre que dava, eu sentia sua força no meu peito, a cada instante mais profunda. E eu sentia apertos constantes, não sabia viver assim. Então, antes de pensar em ser livre, tratei de soltar as amarras do passado. Enchi o peito de mãos dadas que, ás vezes, se soltam para abrir sorrisos em rostos alheios. A partir daí, podia secar o suor do trabalho com a ventania da liberdade dos feriados.

Thaís Bitencourt

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