Acordei, em um dia comum. O sol no mais alto do céu azul que ainda se escondia entre nuvens, assim como todos os dias, mas havia sensações diferentes. Na casa, sozinha, eu me sentia com alguém, era a apatia. Não começou ali, já tinha um tempo que ela me acompanhava. Não falo da frieza, mas uma inércia dos meus sentimentos me impedia de expressa-los, talvez nem os tivesse mais dentro de mim. E não há remédio para apatia, estaria eu me integrando ao grupo dos insensíveis humanos? Ou meus humildes sentimentos estariam apenas anestesiados? Traria-me ela um novo ângulo de mundo cheio de sapiência ou fecharia meus olhos e me traria estupidez e indiferença?
Thaís Bitencourt
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