Há um mistério incompreensível
Ele vive atrás desses óculos escuro
Que esconde teu olhar indefinível,
É a tal barreira para nosso futuro.
A essência da paixão
Que exalava do seu toque
Após um banho de emoção
Deixava-me em choque.
Quando o falso fogo tomar o peito
Que começará a arder
Não me venha com nada estreito
Eu vou fervorosamente querer.
Como lágrimas no inferno
Será essa tempestade
Em meu amor de fósforo
Apesar da temeridade.
Caminhei como vento
Leve, fui ao teu encontro
Não sacudi sequer seu lenço
Então cheguei a um desesperado ponto.
O caminho da minha vida
De acordo com o teu, ganhava rumo
Já em sua corrida,
Não existia laço de certo aprumo.
Só um lado clamava por companhia
O outro vivia do perecível
Só alguém temia a solidão e a nostalgia
O outro não conhecia o imprescindível
Vidas não mais cantadas pelo CD do Barão,
Vontades incomuns
“Amiga do peito, Solidão”
Já dizia a letra do Barão sobre desilusões comuns.
Confiei-te a chave do meu sorriso,
Você o abriu e lhe deu sentido,
Depois deu a ela um fim impreciso,
Porque você tornou meu semblante perdido?
Teu sentimento, instrumento cortante
Você deixou escorregar
E ele me afetou. Eu, o lado de amor possante
Falha que veio pra desembocar, Desbaratar, sacrificar.
Thaís Bitencourt
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