Em um abraço… filmes ‘preto & branco’ vieram, lembranças mortas surgiram e sem saber eu me entregava da forma mais tola ao seu cheiro. Foi tão imperceptível aos outros, que a mim foi impregnante, tomou a alma e permaneceu. Sem consentimento me dominou por inteira. Trouxe todo tipo de sensações e ao mesmo tempo me tomou todas elas, me fazendo parar e refletir sobre o segundo que era preciso. Eu precisava de algo assim, que balançasse minhas estruturas para me tirar da rotina sufocante. E a partir daí, esse aroma me chama a repetir experiências boas e estranhas, a procurar nas flores mais cotidianas os cheiros mais alucinantes, afim de que algumas dessas fragrâncias me lembre você, me faça recordar também este cheiro e aquele segundo aromático.
Thaís Bitencourt
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